Segunda-feira, Dezembro 21

16:9

Carrapateira

Carrapateira 2

Pesca ao tento

Spinning ao final do dia

Azenha do Mar - Porto de Pesca

Lombo do Asno

Percebeiro

Erosão das falésias

Mar vidro

Cop 15 e o Arcanjo

O Arcanjo* que simboliza o aviso
para o aquecimento global

Na minha humilde opinião, o Homem será sempre o responsável pelo estado das coisas a nível da Natureza, e o Homem deverá ser sempre responsabilizado por tal facto, basta que vejamos a cadeia hierárquica do poder decisório para concluir que existem Homens a pensar como animais (no COP 15, quando estavam na “mesa” situações que poderão ditar um futuro pouco risonho para toda a Humanidade em prol do que?

Os líderes mundiais passaram ao lado da Cimeira COP 15, sem que fossem tomadas medidas ou estipulado algum acordo sobre o corte nas emissões de gases com efeito de estufa.

Ora, poderemos assistir ao aumento da temperatura global média a 2 graus centígrados e aos impactos das alterações climáticas que desse aumento irão resultar, uma vez que não se estabeleceu nenhum limite às emissões.

Para terminar, creio que o próprio clima irá revoltar-se mais tarde ou mais cedo contra tudo isto, e seremos todos nós (aqueles que acreditam e os que não), que afinal o Tempo terá uma palavra a dizer sobre o Tempo.

Pura das coincidências ou não a Europa tem sentido varrida por uma onda de frio e fortes nevões que tem levado à paralisação de alguns países, tal acontecimento ocorreu também nos EUA.

Paga-se caro com o facto de menosprezarmos o clima, ligações ferroviárias paralisadas, voos cancelados, localidades sem electricidade, agricultura e pecuária semi destruída, etc, fora as verbas gastas em questões ligadas com assistência em termos de protecção civil.

Se estes senhores não conseguem chegar a um consenso, que moral terão eles para legislar sobre o que quer que seja em prol da defesa da Biosfera e do Mundo em geral?

Do desenvolvimento dos países ricos?

*
Arcanjo significa literalmente "anjo principal"

Sexta-feira, Dezembro 18

Adeus Mário Gabriel…

Mário Gabriel

É com grande pesar e angustia que deixo a homenagem ao meu grande amigo Mário Gabriel, faleceu permaturamente ontem vitima de AVC.

O Mário foi como que a minha iniciação no Spinning, eu para ele a sua iniciação na pesca do Sargo, trocamos conhecimentos e sobre tudo passamos bons momentos juntos, quer no mar como em terra...Bons momentos que já lá vão...

Nesta hora de tristeza, onde faltam as palavras que expressem o que vai na alma, gostaria de deixar uma palavra de solidariedade para com a família.

Que descanses em paz Amigo!

Quinta-feira, Dezembro 17

Sismo: M 5.7


Detalhes:

Magnitude: 5.7
Data: Dezembro 17, 2009
Hora: 01:37:46
Localização: 36.428° N, 9.920° W
Profundidade: 10 km (6.2 milhas)
Região: Oeste de Gibraltar
Distância: 190 km (115 milhas) WSW de Faro, Portugal
265 km (165 milhas) SSW de LISBOA, Portugal
280 km (175 milhas) WSW de Huelva, Espanha
295 km (185 milhas) SW de Evora, Portugal

Estimativa da População Exposta ao Abalo Sísmico:



Mapa:


Informação técnica e Cientifica:

USGS Centroid Moment Tensor Solution
USGS Body-Wave Moment Tensor Solution
Historic Moment Tensor Solutions
Phase Data
Theoretical P-Wave Travel Times

Informação adicional:

Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo
Instituto de Meteorologia

Fonte: earthquake.usgs.gov
Instituto de Meteorologia

Quarta-feira, Dezembro 16

A pesca lúdica não é pêra doce...


Uma chamada de atenção, mais uma vez, para a sensibilização dos frequentadores do mar para que se consciencializem para os perigos que se enfrentam aquando da interacção com o mar, espécies ou locais.

Terça-feira, Dezembro 15

Sargos e frio

O local escolhido

Ontem, com as previsões de mudança de quadrante do vento para Leste, embora com previsões de um acentuado arrefecimento, e após verificar as previsões da ondulação para o dia de hoje, adquiri umas sardinhas e meio quilo de camarão, arrumar o material e colocar tudo no carro, o frio começava a sentir-se, mas quem pesca por gosto não baixa os braços por um friozinho…

Sete da manha, foi a hora escolhida para sair de casa, embora tudo indicasse que deveria permanecer no conforto do lar, lá teve de ser. O carro estava coberto de geada, do azul tinha passado a branco, tirar o gelo do vidro e seguir as coordenadas do pesqueiro escolhido.

Passados vinte minutos e já no topo da falésia do local escolhido, verifiquei que existiam as condições mínimas para me fazer à água. Isso mesmo uma pesca ilhada, com um frio de rachar, de doidos...

Condições ideais

Cem metros a nado, chego ao pesqueiro escolhido, subo para cima da pedra e avalio as águagens, a maré já subia, denotando uma força no final do “set”, mas em perfeita segurança monto o material à medida que vou verificando o estado do mesmo. Apesar de ter preparado a cana de carreto e a de tento, apenas utilizei a Power Strike.

O material

Após o material preparado estava na hora de preparar o engodo, normalmente engodo à mão, mas hoje era impossível fazê-lo, pois as sardinhas ainda estavam congeladas e se o fizesse tinha a consciência que não pescava durante uns largos minutos, pois as mãos ficariam inactivas.

Como tinha levado o ferro para pisar as sardinhas preparei o engodo e adicionei-lhe um pouco de água, deu para aquecer um pouco mas em dois minutos aproximadamente moí cinco quilos de sardinha.


Engodo (Anti-mão-congelada)

No início da engodagem atirei apenas parte das cabeças, uma vez que as mesmas flutuam na águagem e dizem-me para onde está a correr o engodo…

Comecei por jogar uma colher para cima da pedra onde a pequena vaga viria buscar o engodo e comecei a verificar o cordão de engodo, ai iniciei a pesca.

A técnica foi apenas a chumbadinha e utilizei o 0.28 mm directo, iniciou-se como era de esperar, uma iscada de camarão, um sargo…

O primeiro exemplar

E assim continuou, entre engodar certo e com pouca quantidade, à medida que a maré subia o peixe aumentava a sua cadência de ferragem, de salientar o facto de nos exemplares ferrados se verificar claramente na espinha dorsal o "arrepiar" facto que demonstra que a espécie tem capacidade de prever com exactidão as alterações significativas de mar (quando se verifica este pormenor é sinal que o mar vai aumentar significativamente no dia seguinte).

Foram libertados inicialmente vários sargos, com medida mínima definida por lei, mas estavam ali condições mais que suficientes para aparecerem sargos de outro lote.

E foi o que sucedeu, embora tenha perdido no final da pesca, já sem camarão para iscar, recorrendo a rabos de sardinha, alguns sargos tamanho XL, uma vez que os mesmos vinha mal ferrados (pelo beiço) e rasgavam a meia água, ainda lhe ví a cor mas a pesca estava feita.

Resultado final

Uma manhã bem passada em mais uma jornada de pesca aos sargos, depois de entrar na água, no regresso, depressa se conclui que o pior já tinha passado e do frio matinal já nem me lembrava…

Total aproximado - 8 kg

Cana: Power Strike “Barros”
Carreto: Regal 40 “Vega”
Flourcarbono: Gamma Edge
Chumbadinha: 4 gramas
Anzol: Mustad nº1

Quinta-feira, Dezembro 10

Tertúlia do Mar - APPSA - Esposende


O evento realiza-se já Sábado, dia 19 de Dezembro pelas 19:30 horas, na "Restaurante Camelo", Rua do Facho - Apúlia, Esposende.

A boa disposição virá acompanhada com o seguinte programa:

- Jantar de convívio

- Apresentação do livro "O mundo a cem pés" do autor José de Sousa

- Visionamento de filme do pesca submarina do Campeão Brasileiro Diego Santiago

Preço para sócios: 15 euros

Não sócios: 16 euros

Data limite para inscrições: Sexta-Feira dia 18, até às 12:00 horas

Para realizar a sua inscrição, faça o pagamento para o NIB: 0038 0055 00772827771 77 e envie para o e-mail da APPSA (eventos@appsa.pt) uma cópia do comprovativo de pagamento (scan do papel do multibanco ou print-screen da transferência bancária).

Indique no e-mail: o seu nome, telefone e, caso seja sócio, o número de associado na APPSA.

Informações Telefone: 927 956 461

Ficamos a aguardar a sua presença!

Fonte: APPSA

Segunda-feira, Dezembro 7

Robalos no Rio - O dialogo







"Enganar" sargos

Mar sargueiro

Perto das seis da manhã cheguei ao mar, foi directamente ao local pensado, as condições eram as ideias, restava saber se os sargos iriam colaborar...

Pescar ao
Sargo é e sempre foi uma enorme emoção, tanto nos pesqueiros que selecciono, no ambiente envolvente, a paz e tranquilidade que uma jornada me proporciona, para não falar no prazer da luta destes exemplares.

As capturas iam aumentando

Chegando ao local depressa concluí que a zona estava com bastantes condições para a pesca ao
Sargo, bastante oxigenadas junto ás pedras, fundos mistos e de areia, carreiros e "caneiros" de pedra fortemente mariscados, faltava saber se havia peixe a sério, uma vez que a costa actualmente tem sido invadida por pequenos Sargos que vêem juntos das areadas em busca dos pequenos "pilaus", "teagens" e "camarões".

O habitual camarão e sardinhas

Ao chegar ao pesqueiro, notei alguma movimentação de areias e boas condições de oxigenação da água junto à pedra, embora a maré se encontrasse no final do vazante, segundo as experiências anteriores no mesmo local que me deram a conhecer que o peixe só após a primeira hora de enchente começava a chegar à pedra, com ou sem engodo, e foi assim que aconteceu mais uma vez.

Retirei as sardinhas do saco e comecei a engodar, calmamente com apenas quatro sardinhas, preparei a Power strike com o Regal 40 da Vega e preparei a respectiva montagem.

A técnica

Mais algumas sardinhas em dois locais bem diferentes, pois é norma fazer sempre dois ou três pesqueiros em pontos fixos, consistindo em engodar dois locais que se cruzem entre eles, conforme a merá, para evitar que o peixe se afaste ou vá para um local apenas, não menos importante que a questão anterior é sem duvida estar a tirar ou a ferrar exemplares sempre no mesmo local, isto terá de ser bem analisado como é óbvio, tendo em conta algumas questões, como altura de maré, estado de maré, cor da água, ondulação, águagens, etc.

Condições óptimas

Após os dois pesqueiros feitos e quando o peixe se fez aos mesmos, não foi muito
difícil fazer a gestão, retirar dois ou três exemplares de um lado, mudar para o outro, fazendo o mesmo e voltando ao inicial, embora no inicio tenha libertado mais de 20 exemplares, incluindo três douradas de aproximadamente 300 gramas, tendo todos a medida mínima 14 cm, opto por deixa-los ir e não cometer o infanticídio (pequenos juvenis 200 - 400 gramas aproximadamente, que de imediato eram devolvidos à água).

Engodo e isca

Os sarguinhos de pinta amarela apareceram no local, como previa, pelas movimentações das areias, e à medida que a maré subia iam aumentando o tamanho. O aparecimento das taínhas é sempre uma mais valia porque comprova que o engodo está a trabalhar efectivamente bem.

O final da jornada

A maré já subia bem e as sardinhas estavam no final, como tal, a pesca também, certamente se tivesse continuado no local apareceriam exemplares maiores no decorrer do preia-mar.

Foram capturados aproximadamente 6,5 kg de
sargos e um belo polvo.

Bons exemplares

Utilizei 6 kg de sardinha para engodo e iscagem e 500 gramas de camarão para iscagem.

Macro Navalheira - Nacora puber

O macho da Navalheira (Nacora Puber) salta à vista pelo volume do seu corpo e pelas suas garras em forma de pinça (o Dáctilo e Própode).

O Própode corresponde com a parte fixa da pinça, sendo o Dáctilo a parte articulada da pinça (estando representado a parte exterior da garra ou pinça).

Na parte interior da pinça, podemos observar as partes rugosas da pinça que lhe conferem uma maior aderência às presas ou maior dor aos seus atacantes.

O pequeno bico acima do Dáctilo serve para a mesma se fixar nos buracos e fendas submersas aquando do mar mais forte, podendo verificar-se que quer essa parte como a ponta do Própode e Dáctilo estão gastas, correspondendo a um macho com uma certa idade.

Como de uma armadura se tratasse este crustáceo dispõe dos dois braços que para além de ser a sua principal fonte de alimentação, também o é como a principal arma de defesa e de ataque, se repararmos a sua boca, visão e parte do abdómen é defendida com estas poderosas pinças.

O exoesqueleto que compõe a estrutura externa deste crustáceo é também apropriado para que o mesmo não se desidratem quando estão expostos ao sol, dando-lhes a competência para andarem fora de água também, para além da protecção dos músculos e órgãos internos.

O ultimo par de pernas possui uma característica bastante diferente das outras, uma vez que a sua finalidade é a de locomoção em águas abertas.

Tipicamente apresentam dois pares de antenas (antenula e antena) na cabeça, olhos compostos (são formados por muitas facetas simples que dão uma imagem pixelada, e que podem dar um campo de visão de 360 graus sendo muito sensíveis ao movimento.) e três pares de apêndices bucais .

São caracterizados por terem o corpo totalmente protegido por uma carapaça (exoesqueleto), cinco pares de patas, (pereópodes) o primeiro dos quais normalmente transformado em fortes pinças, e geralmente o abdómen reduzido e dobrado por baixo do cefalotórax.

As diferentes tonalidades que o exoesqueleto é composto concede-lhe um mimetismo, características que os confundem com um outro grupo de organismos, semelhança essa em termos de coloração, textura, forma do corpo e comportamento devendo conferir ao mímico uma vantagem adaptativa, neste caso quando este crustaceo esta perante uma flora diversa é muito dificil de se distinguir.

Pode observar-se a existência de simbiose entre este crustáceo e uma pequena craca.